No post anterior, falamos sobre por que o Brasil precisa de um SuperApp soberano. Hoje, vamos ao que está acontecendo agora, neste momento, nas plataformas que você usa todos os dias. E os números são alarmantes.
O Telegram se tornou escola de golpistas
Não é exagero. Segundo o relatório “Telegram’s Crackdown and Criminal Resilience in 2026” da Check Point, mais de 43,5 milhões de canais e grupos foram desativados na plataforma por atividades criminosas. Parece muito. Mas os criminosos se adaptaram e continuam operando.
O Telegram hoje funciona como uma infraestrutura completa para o crime digital. Canais servem como marketplaces onde hackers vendem acessos corporativos, bases de dados roubadas e assinaturas de malware. Com comandos simples, bots integrados a APIs de pagamento processam transações ilegais em tempo real. A sofisticação é tanta que existem “aulas online” ensinando novos golpistas, como revelou uma investigação recente que expôs canais com o título “Somos estelionatários”.
E o que mais preocupa: os golpes de 2026 atingiram um novo patamar. A inteligência artificial permite personalizar ataques de engenharia social com uma precisão que torna difícil distinguir mensagens falsas das reais. Vítimas são atraídas por promessas de investimentos lucrativos, ofertas de emprego ou falsos sorteios, tudo operado de dentro do Telegram.
A moderação? Insuficiente. A plataforma endurece regras, desativa canais, mas a estrutura do Telegram, com sua ênfase em privacidade sem responsabilidade, torna quase impossível eliminar o problema. É como tentar secar gelo com as mãos.
WhatsApp: a falha que expôs o Brasil inteiro
Se o Telegram é o território dos golpistas organizados, o WhatsApp mostrou que até quem “só quer conversar” está vulnerável. Pesquisadores da Universidade de Viena descobriram uma falha no sistema de busca por números do WhatsApp que permitia consultar informações de perfil de 3,5 bilhões de telefones, a base completa de usuários do app.
No Brasil, mais de 206 milhões de números ficaram potencialmente expostos. Desses, 61% tinham foto de perfil pública. Milhares exibiam nome completo, status pessoal e, o mais grave, chaves Pix. A vulnerabilidade estava na função de “adicionar contato”, que não possuía limite de taxa, permitindo uma raspagem em massa de quase 100 milhões de números por hora.
A Meta corrigiu o problema em outubro. Mas o estrago já estava feito. Com listas tão extensas, criminosos montaram bancos de dados detalhados para aplicar golpes com precisão cirúrgica, sabendo seu nome, sua foto e sua chave Pix.
Isso não é um bug isolado. É o resultado de um modelo de negócios onde seus dados são o produto e a segurança é um remendo aplicado depois do dano.
Os R$ 140 bilhões que saem do Brasil todo ano
Enquanto os brasileiros sofrem com golpes e vazamentos nessas plataformas, as big techs faturam alto. Em 2024, Google, Meta, Amazon, Netflix, Apple, TikTok e Microsoft faturaram conjuntamente mais de R$ 140 bilhões no Brasil. Dinheiro que cruza fronteiras, gera empregos lá fora e sustenta infraestrutura estrangeira.
O governo brasileiro gastou cerca de R$ 23 bilhões entre 2014 e 2025 apenas com licenças de software, nuvem e segurança de empresas estrangeiras. É uma dependência que vai além do tecnológico: é econômica, estratégica e política.
A boa notícia é que o movimento de regulamentação está avançando. O governo incluiu a regulamentação das big techs como prioridade na agenda 2025-2026, com dois projetos de lei voltados para serviços de intermediários digitais e mercados digitais. O Plano Nacional de Inclusão Digital promete ações para alcançar 20 milhões de brasileiros ainda desconectados, com investimentos projetados em R$ 10 bilhões por ano. E a Medida Provisória 1318/2025 oferece benefícios fiscais para investimentos em data centers no Brasil.
Regulamentar é necessário. Mas não basta. Enquanto o Brasil apenas regula plataformas de fora, continua na posição de consumidor. A verdadeira soberania começa quando construímos as nossas próprias.
O SuperApp como resposta estrutural
Os super apps não são mais uma tendência distante. Segundo a Gartner, até 2027, mais de 50% da população global usará super apps no dia a dia. O Brasil já está entre os mercados com maiores taxas de expansão em usuários ativos de aplicativos mobile.
Mas existe uma diferença crucial entre o que está acontecendo no mercado brasileiro e o que o Brasil realmente precisa. Mercado Livre, Magalu, iFood e 99 estão expandindo funcionalidades. São empresas relevantes. Porém, nenhuma delas nasceu com a missão de ser uma infraestrutura nacional de comunicação segura.
O PhizChat nasce justamente nesse espaço. Não como mais um app que adiciona funcionalidades para reter usuários, mas como uma plataforma pensada desde o primeiro dia para resolver três problemas ao mesmo tempo: comunicação segura com dados em solo brasileiro, serviços financeiros e de marketplace integrados, e independência tecnológica real.
Quando seus dados ficam no Brasil, sob legislação brasileira, a LGPD deixa de ser uma formalidade e se torna proteção efetiva. Quando a infraestrutura é nacional, os R$ 140 bilhões que hoje cruzam fronteiras começam a circular na economia local, gerando empregos de alta qualidade e fortalecendo o ecossistema de inovação brasileiro.
O custo de esperar
Cada dia que o Brasil adia a construção de sua própria infraestrutura digital é um dia a mais de vulnerabilidade. São mais golpes aplicados via Telegram. Mais dados expostos pelo WhatsApp. Mais bilhões escoando para o exterior.
A pergunta que deixamos no post anterior permanece, agora com dados concretos para sustentá-la: quanto mais vamos esperar?
O PhizChat não é apenas uma alternativa. É uma necessidade. E a construção já começou.
Acompanhe o PhizChat e faça parte da construção do maior SuperApp brasileiro. A soberania digital do Brasil começa com cada um de nós.

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